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Internacionalização

1808 e o cenário das startups no Brasil (parte 1 da trilogia)

Por 28 de outubro de 2015 7 Comentários

1808Na madrugada de 29 de novembro de 1807, a família real portuguesa deixa o porto de Lisboa rumo ao Brasil. O ainda príncipe regente D. João VI, sob a proteção da marinha real inglesa, abandona seu país às pressas, permitindo assim que as tropas francesas invadissem Portugal, sem encontrar nenhuma resistência.

A viagem até a costa brasileira levou quase três meses e em 22 de janeiro de 1808, a corte portuguesa finalmente aportava na Baía de Todos os Santos. Nesse momento, acontece um dos mais importantes fatos históricos e que mudam completamente a história comercial do nosso país, D. João VI assina o Decreto de abertura dos portos às nações amigas, no qual autoriza o comércio do Brasil com as nações consideradas amigas de Portugal diretamente.

Para entender a dimensão histórica desse fato, é preciso compreender que desde a chegada dos portugueses em nosso solo, em 1500, diversos tipos de negócios eram proibidos para os brasileiros e todas as nossas exportações tinham que obrigatoriamente ser realizadas com a aduana de Portugal, ou seja, o Brasil estava fechado para o cenário internacional.

Se analisarmos o desenvolvimento do país, desde a chegada oficial dos portugueses até 1808, vamos facilmente perceber os resultados desastrosos dessa política, que minou a livre iniciativa e o desenvolvimento do empreendedorismo de base em nosso país, sem contar os problemas gerados pela falta de intercâmbio cultural com outros povos.

Com a abertura dos portos, iniciou-se uma nova fase no Brasil, criou-se leis de incentivo ao comércio e surgiram diferentes ramos de atividades antes proibidos. Após um ano de abertura do portos, instalaram-se mais de cem empresas inglesas ligadas ao comércio exterior, gerando troca de informações e acelerando o processo de desenvolvimento e inovação.

É claro que a formação do povo brasileiro é extremamente complexa, mas a ideia, nesse primeiro artigo de uma série, é mostrar para quem está empreendendo em inovação no Brasil um pouco da nossa origem, da nossa história, com dois os objetivos principais:

  1. Mostrar aos desavisados que estão estudando livros como o Startup Enxuta do Eric Ries e outros que a realidade americana e de vários países liberais é muito diferente da nossa que sempre teve uma inclinação mais patriarcal.
  2. Deixar claro a importância do intercâmbio internacional, tanto para inovação como para o desenvolvimento pessoal e empresarial.

Não quero dizer com isso que se deva abolir essas novas metodologias de lançamento de startups, mas que se possa tomar consciência dos obstáculos naturais a serem vencidos, que se compreenda a origem tanto do mindset do empreendedor brasileiro como do ambiente de (barreiras a) inovação que temos hoje.

Sem dúvida, o principal desafio para o empreendedor brasileiro nos próximos anos é o da globalização. Para isso, faz-se necessário tirar o foco do próprio umbigo, parar de reclamar da nossa política, do dólar, da crise, da economia e partir para alçar voos em novas regiões, conhecer países que ofereçam mais vantagens, perder o medo do desconhecido e, finalmente, desbravar novas possibilidades em qualquer lugar do mundo.


Esse post é a primeira parte da trilogia Porque as startups brasileiras precisam internacionalizar, que criei com objetivo de mostrar a importância de termos mais empreendedores focados no mercado global e onde tento explicar a origem do mindset inovador em nosso país além de trabalhar outros mitos relacionados. Clique aqui para ver a segunda ou aqui para a terceira parte.

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