1940

1940, portos fechados e a institucionalização do copycat (parte 2 da trilogia)

1940Os portos brasileiros foram abertos pela primeira vez em 1808 com o decreto de abertura às nações amigas, assinado por D. João VI, antes de desembarcar em Salvador, que autorizou o comércio do Brasil diretamente com as nações como Inglaterra, Holanda entre outras.

Essa situação durou até 1940, ou seja, apenas 132 anos. A partir daí tivemos de novo os portos fechados, só que a desculpa agora foi a proteção à industria nacional. O país entrou numa era de total escuridão no processo de globalização e até hoje sentimos os efeitos dessa medida tomada por Getúlio Vargas e seguida pelos governos militares.

1808

1808 e o cenário das startups no Brasil (parte 1 da trilogia)

1808Na madrugada de 29 de novembro de 1807, a família real portuguesa deixa o porto de Lisboa rumo ao Brasil. O ainda príncipe regente D. João VI, sob a proteção da marinha real inglesa, abandona seu país às pressas, permitindo assim que as tropas francesas invadissem Portugal, sem encontrar nenhuma resistência.

A viagem até a costa brasileira levou quase três meses e em 22 de janeiro de 1808, a corte portuguesa finalmente aportava na Baía de Todos os Santos. Nesse momento, acontece um dos mais importantes fatos históricos e que mudam completamente a história comercial do nosso país, D. João VI assina o Decreto de abertura dos portos às nações amigas, no qual autoriza o comércio do Brasil com as nações consideradas amigas de Portugal diretamente.

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Porque as startups brasileiras precisam internacionalizar

brasilEm 2011 me mudei para a China onde vivi e trabalhei por dois anos. Lá pude vivenciar uma das experiências mais marcantes da minha vida. Frequentei assiduamente o 798 Disctrict, um projeto de economia criativa que converge arte e empreendedorismo no país além de participar de inúmeros eventos na região de Zhongguancun, que é conhecido como o Vale do Silício chinês.

Tanto na China como em diversos outros países, empreendedores de diferentes culturas e pontos de vista focam em lançar seus produtos online para o mundo e não para um mercado específico.

Um ponto que sempre me chama atenção é a quase inexistência tanto de startups como de pequenas e médias empresas brasileiras fora do Brasil. Parece que o resto do mundo não existe para a mente de uma grande maioria de empreendedores. Mas por quê?

Também me admira perceber a visão de mundo que os empreendedores brasileiros tem, focados quase que integralmente no mercado doméstico, e como isso está afetando o desenvolvimento da inovação em nosso país.