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Como lançar uma startup global (quase) sem custo

Lançar empresas globais hoje em dia é muito mais simples que era há 5 ou 10 anos atrás, principalmente se estamos falando de empresas de base tecnológica onde o produto é basicamente um aplicativo ou serviço online.

Preparei nesse post uma série de dicas para que qualquer empreendedor possa de maneira simples, rápida e prática lançar um produto global a partir de um orçamento mínimo e com pouco ou quase nenhuma proficiência em inglês, parece mágica mas não é.

Adianto que foquei apenas em startups que seus produtos podem ser consumidos por clientes de qualquer parte do mundo de maneira automática tais como aplicativos e games. Em breve farei outro post cobrindo as estratégias para quem quer lançar serviços como marketplaces ou que necessitam interação com agentes locais nos países onde desejam atuar.

Vamos as dicas…

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7 Razões para você NÃO focar sua startup no Vale do Silício

Se você perguntar a 10 empreendedores na área de startups qual é o seu sonho profissional é bem possível que os 10 respondam, sem pestanejar, que seu grande sonho é abrir uma startup no “Vale”.

Ok, o Vale do Silicio nos Estados Unidos, região que compreende varias cidades focadas em tecnologia na Califórnia e reúne as gigantes do setor, seguramente é um dos ecossistemas mais inovadores do mundo, mas, será que realmente vale a pena ir pra lá? E outra, a estratégia de sair do Brasil sem praticamente nenhuma experiência internacional e aportar na região mais competitiva do planeta é realmente a mais inteligente? Será essa a melhor maneira de ter uma operação global?

Na minha opinião, definitivamente o Vale do Silicio NÃO deveria estar na mira das startups brasileiras, ainda mais aquelas na fase da ideia ou ainda modelando o negócio, ou seja, no início da operação.

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5 Razões para se inscrever (ainda hoje) no Startup Chile 2016

As inscrições para o Startup Chile estão abertas desde 19 de janeiro e vão até 16 de fevereiro de 2016. Essa é uma super oportunidade para começar um projeto de internacionalização da sua startup a partir de um país vizinho – o Chile. A oportunidade fica ainda melhor com o valor de USD 30.000,00 (“equity free” ou seja sem participação societária na sua empresa) oferecidos pelo governo chileno para desenvolver seu projeto e com o cenário de crise que se mostra cada vez mais complexo agora em 2016 no nosso país.

Uma outra grande vantagem é a possibilidade de participar do programa ainda na fase inicial da empresa, ou seja na ideia, mas lembre-se pelo menos um dos sócios da startup precisa ter dedicação completa ao programa durante os seis meses de aceleração.

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5 mitos que impedem sua empresa (ou startup) de internacionalizar

Não tenho dúvida de que uma das grandes saídas para a crise que estamos vivenciando hoje é o lançamento de mais negócios brasileiros no cenário internacional. Mas quando converso com os empreendedores sobre o assunto, parece que estamos falando de algo distante da nossa realidade e a grande maioria, durante essas conversas, termina caindo no vício de acreditar em mitos que permeiam tanto a vida profissional, quanto a acadêmica.

Já demonstrei nessa série de posts como o nosso mindset foi moldado para acreditar que o mercado interno basta e que vender apenas para o Brasil já é uma grande conquista. Esse comportamento mental gerou uma série de mitos danosos e complexos que se não forem banidos do universo mental do empreendedor dificilmente o tornará preparado para o novo ambiente de negócios, cada vez mais competitivo.

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Internacionalizar é uma opção?

1450878319_thumb.jpegMuitos empreendedores no Brasil montam seus modelos de negócio da mesma maneira que eram criados há dez, vinte anos atrás, na época em que por inúmeros instrumentos jurídicos e políticos tinhamos um mercado protegido a concorrência internacional, supostamente desleal, ou seja, criam empresas 100% focadas no mercado nacional.

Mais curioso ainda é o número absurdo de “CEOs” de startups brasileiras criando produtos unicamente para o mercado brasileiro, ainda pior aqueles que acham que atingir uma região específica do país, como nordeste ou sul, já é suficiente.

Fica parecendo que uma boa parte de nós, empreendedores de maneira geral, acredita que a internacionalização é pura e simplesmente uma opção a seguir ou talvez uma moda que daqui a pouco irá acabar dando lugar a algo novo.

Felizmente esse é um caminho sem volta, mesmo com nosso governo fazendo de tudo para desacelerar a economia e proteger o produto nacional, vivemos numa realidade glo

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Como inovar através da internacionalização?

A relação entre inovação e internacionalização é profunda e tem base inclusive orgânica. Nosso cérebro se “acostuma” com a rotina diária tornando muito difícil surgir novas ideias e soluções quando estamos envolvidos em um cotidiano repetitivo. Para inovar é preciso “hackear” nossa mente através de novos estímulos sensoriais, tais como: outras rotinas, línguas diferentes, novas culturas e gastronomia.

Muita gente acredita que não consegue internacionalizar, principalmente porque imagina ser necessária uma operação gigante para conseguir atuar em diferentes países, fantasiando custos exorbitantes. Outros defendem que ainda não é a hora de pensar no mercado lá fora, que nosso país é muito grande, enfim, inúmeras desculpas que só atrasam a oportunidade de começar um projeto no exterior.

Um ponto importante é que um projeto de internacionalização começa com o empreendedor ou a empreendedora e não com a empresa. São eles que precisam de uma experiência internacional, de interagir com diferentes ecossistemas de inovação, culturas, línguas e crenças, além de ter a experiência única de realizar reuniões com possíveis clientes, parceiros e investidores, aprendendo, assim, lições práticas que servirão para o amadurecimento deles próprios.

1991

1991 em diante – o desafio de ser global (parte 3 e fim da trilogia)

Os portos brasileiros foram reabertos para o mundo apenas em 1991 com o Plano Color I depois de cerca de 50 anos fechados sob a desculpa de proteger a industria nacional.

Agora em 2015, depois de 25 anos dessa reabertura como estamos no cenário internacional?

Numa pesquisa publicada em janeiro de 2015 pelo Fórum Econômico Mundial o Brasil amarga um último lugar no quesito que mede o percentual de empresários que oferecem produtos ou serviços inovadores num ranking inédito que envolve 44 países. Ficamos atrás de Trinidad e Tobago, Uganda e Jamaica.

Em um outro relatório, o The Global Innovation Index, que analisa os índices de inovação em mais de 140 países aparecemos na 70 posição, onde Suíça, Inglaterra e Suécia apresentam os melhores resultados.