5

7 Razões para você NÃO focar sua startup no Vale do Silício

Se você perguntar a 10 empreendedores na área de startups qual é o seu sonho profissional é bem possível que os 10 respondam, sem pestanejar, que seu grande sonho é abrir uma startup no “Vale”.

Ok, o Vale do Silicio nos Estados Unidos, região que compreende varias cidades focadas em tecnologia na Califórnia e reúne as gigantes do setor, seguramente é um dos ecossistemas mais inovadores do mundo, mas, será que realmente vale a pena ir pra lá? E outra, a estratégia de sair do Brasil sem praticamente nenhuma experiência internacional e aportar na região mais competitiva do planeta é realmente a mais inteligente? Será essa a melhor maneira de ter uma operação global?

Na minha opinião, definitivamente o Vale do Silicio NÃO deveria estar na mira das startups brasileiras, ainda mais aquelas na fase da ideia ou ainda modelando o negócio, ou seja, no início da operação.

6

5 Razões para se inscrever (ainda hoje) no Startup Chile 2016

As inscrições para o Startup Chile estão abertas desde 19 de janeiro e vão até 16 de fevereiro de 2016. Essa é uma super oportunidade para começar um projeto de internacionalização da sua startup a partir de um país vizinho – o Chile. A oportunidade fica ainda melhor com o valor de USD 30.000,00 (“equity free” ou seja sem participação societária na sua empresa) oferecidos pelo governo chileno para desenvolver seu projeto e com o cenário de crise que se mostra cada vez mais complexo agora em 2016 no nosso país.

Uma outra grande vantagem é a possibilidade de participar do programa ainda na fase inicial da empresa, ou seja na ideia, mas lembre-se pelo menos um dos sócios da startup precisa ter dedicação completa ao programa durante os seis meses de aceleração.

8

Internacionalizar é uma opção?

1450878319_thumb.jpegMuitos empreendedores no Brasil montam seus modelos de negócio da mesma maneira que eram criados há dez, vinte anos atrás, na época em que por inúmeros instrumentos jurídicos e políticos tinhamos um mercado protegido a concorrência internacional, supostamente desleal, ou seja, criam empresas 100% focadas no mercado nacional.

Mais curioso ainda é o número absurdo de “CEOs” de startups brasileiras criando produtos unicamente para o mercado brasileiro, ainda pior aqueles que acham que atingir uma região específica do país, como nordeste ou sul, já é suficiente.

Fica parecendo que uma boa parte de nós, empreendedores de maneira geral, acredita que a internacionalização é pura e simplesmente uma opção a seguir ou talvez uma moda que daqui a pouco irá acabar dando lugar a algo novo.

Felizmente esse é um caminho sem volta, mesmo com nosso governo fazendo de tudo para desacelerar a economia e proteger o produto nacional, vivemos numa realidade glo

1991

1991 em diante – o desafio de ser global (parte 3 e fim da trilogia)

Os portos brasileiros foram reabertos para o mundo apenas em 1991 com o Plano Color I depois de cerca de 50 anos fechados sob a desculpa de proteger a industria nacional.

Agora em 2015, depois de 25 anos dessa reabertura como estamos no cenário internacional?

Numa pesquisa publicada em janeiro de 2015 pelo Fórum Econômico Mundial o Brasil amarga um último lugar no quesito que mede o percentual de empresários que oferecem produtos ou serviços inovadores num ranking inédito que envolve 44 países. Ficamos atrás de Trinidad e Tobago, Uganda e Jamaica.

Em um outro relatório, o The Global Innovation Index, que analisa os índices de inovação em mais de 140 países aparecemos na 70 posição, onde Suíça, Inglaterra e Suécia apresentam os melhores resultados.

1940

1940, portos fechados e a institucionalização do copycat (parte 2 da trilogia)

1940Os portos brasileiros foram abertos pela primeira vez em 1808 com o decreto de abertura às nações amigas, assinado por D. João VI, antes de desembarcar em Salvador, que autorizou o comércio do Brasil diretamente com as nações como Inglaterra, Holanda entre outras.

Essa situação durou até 1940, ou seja, apenas 132 anos. A partir daí tivemos de novo os portos fechados, só que a desculpa agora foi a proteção à industria nacional. O país entrou numa era de total escuridão no processo de globalização e até hoje sentimos os efeitos dessa medida tomada por Getúlio Vargas e seguida pelos governos militares.

10

Porque as startups brasileiras precisam internacionalizar

brasilEm 2011 me mudei para a China onde vivi e trabalhei por dois anos. Lá pude vivenciar uma das experiências mais marcantes da minha vida. Frequentei assiduamente o 798 Disctrict, um projeto de economia criativa que converge arte e empreendedorismo no país além de participar de inúmeros eventos na região de Zhongguancun, que é conhecido como o Vale do Silício chinês.

Tanto na China como em diversos outros países, empreendedores de diferentes culturas e pontos de vista focam em lançar seus produtos online para o mundo e não para um mercado específico.

Um ponto que sempre me chama atenção é a quase inexistência tanto de startups como de pequenas e médias empresas brasileiras fora do Brasil. Parece que o resto do mundo não existe para a mente de uma grande maioria de empreendedores. Mas por quê?

Também me admira perceber a visão de mundo que os empreendedores brasileiros tem, focados quase que integralmente no mercado doméstico, e como isso está afetando o desenvolvimento da inovação em nosso país.

13

O “erro” de ser Lean Startup no Brasil

methodology_diagramUm dos erros mais comuns que vejo quando converso com futuros empreendedores de startups é o de achar que, para fazer valer a sua ideia, precisam criar um market place, um app para Iphone/Android, um website, portal, etc. Já vêm com a solução prontinha, antes mesmo de validar o problema ou sequer testar o mercado.

Parte desse comportamento me parece ser culpa de traduções malfeitas, falta de estudo ou interpretação equivocada das ideias básicas do movimento Lean Startup.