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Inbound Marketing e a mente inconsciente

difference_bannerAlgumas regras da mente inconsciente ainda são desconhecidas da maioria dos profissionais de marketing, principalmente daqueles que se aventuram, desavisadamente, na seara digital e no Inbound Marketing.

Uma dessas regras, e talvez a mais importante, diz respeito à maneira como nós inconscientemente lidamos com os objetivos do outro, seja este outro um amigo, um cliente ou até uma marca.

De maneira geral, se queremos que alguém tenha um determinado comportamento – tal como visitar nosso site, realizar uma compra, agendar uma reunião, indicar nossos serviços ou até assinar aquele tão importante contrato – é preciso antes observar de quem é o objetivo que está em jogo naquele momento.

A regra aqui é simples, se eu ajudo alguém a alcançar o seu objetivo primeiro, esse outro irá, naturalmente e inconscientemente, me ajudar a alcançar o meu.

Praticamente todo resultado positivo em vendas, marketing digital e Inbound Marketing, está embutido nessa simples e poderosa afirmação, mas antes de esmiuçá-la um pouco mais, gostaria de explicar os conceitos de mente consciente e inconsciente que utilizo, vindos da Programação Neurolinguística.

A mente consciente é exatamente a parte racional, moderna, aquela que sempre questiona, que tem dúvidas, a que precisa pensar, raciocinar. Podemos dizer que ela representa uma mínima parte de nossa mente como um todo e, assim, sabemos que ela tem limitações. É possível controlar a mente consciente com mais facilidade quando comparada à mente inconsciente, milenar, que representa uma capacidade infinita de poder mental.

A mente inconsciente, neste sentido, não pensa, ela atua. Por ser bem mais poderosa, ela não tem dúvidas, sendo, muitas vezes, classificada de intuição, tendo em vista que ela simplesmente sabe e sente tudo. Lembra-se quando você jogou papel em uma cesta de lixo e acertou na primeira vez, sem receios ou medo de errar? Nesse caso, quem agiu foi a mente inconsciente, tanto é que se você tentar novamente, provavelmente, irá errar, porque dessa vez estará pensando e assim terá dúvidas, o que será suficiente para mudar tudo.

Isso posto, que tal analisar sua última reunião de negócios – seja para fechar um contrato com um novo cliente, oferecer um produto ou buscar investimento e/ou parcerias – ou até os últimos posts que fez nas redes sociais? Relembrando o momento, você seria capaz de afirmar, nessa situação, de quem era o objetivo mais importante? Era o seu de vender seu produto, sua imagem, seus serviços ou era o de profundamente tentar ajudar seu interlocutor em alguma dificuldade/problema que ele estava enfrentando?

A ideia é simples, em vez de vender seu produto/serviço, ajude seu cliente/leitor/parceiro a resolver um problema real que ele esteja enfrentando, sem exigir nada em troca, pelo simples prazer de ajudar. Em outras palavras, doe um pouco do seu tempo, na maioria das vezes é algo simples, como uma conexão com alguém importante para essa pessoa, um telefonema ou até mesmo um link.

Uma vez que seu cliente/leitor/parceiro realmente tiver resolvido o problema dele com a sua ajuda, se sentirá compelido, inconscientemente, a retribuir a ajuda, seja indicando seus serviços a um terceiro ou adquirindo seus produtos ou serviços.

Sinceridade é de extrema importância aqui, porque a mente inconsciente também não sabe mentir e ela é a responsável pela grande maioria da comunicação não verbal. Então, em vez de ficar se concentrado nos números de vendas e/ou faturamento, se concentre em fazer relacionamentos sinceros, porque o grande vendedor é na verdade um super “ajudador” de pessoas.

O Inbound Marketing já usa essa crença defendendo a ideia de que as empresas devem criar material para educar o cliente em relação ao seu mercado para, dessa forma, se transformar em autoridade naquele assunto, atraindo consumidores por meio de uma relação de confiança. Ou seja, sua empresa deve ajudar possíveis clientes a entender melhor o mercado e esses, por sua vez, irão retribuir com compartilhamentos, indicações e até compras.

Proponho aqui uma análise do seu website, blog e das página nas redes sociais da sua empresa: perceba se sua comunicação é mais voltada para atingir seus próprios objetivos, de “empurrar” produtos e serviços, ou se existe uma preocupação clara em educar o consumidor, falando do mercado e compartilhando informações realmente úteis.

Fique à vontade para compartilhar abaixo suas impressões e experiências.

Leo Uchoa
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