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Porque focar no oriente em busca de inovação?

As regiões com maior capacidade de abraçar novas tecnologias, que dão suporte a investimentos, possuem qualidade de vida e permitem conexão global são as preferidas por quem deseja lançar negócios no mercado internacional.

Enquanto isso, as startups brasileiras parecem continuar focadas no  Vale do Silício mesmo quando o resto do mundo tende a olhar para onde estão as oportunidades reais.

Em nosso país, as empresas de inovação infelizmente têm a tendência de seguir o fluxo das oportunidades quando elas já estão numa fase de extrema maturidade, em vez de se empenhar para descobrir novos caminhos. Dessa maneira, esses empreendedores concentram todos os esforços de que dispõem para tentar lançar seu projeto na Califórnia, Nova Iorque, Londres, etc, acreditando que o pote de ouro no fim do arco-íris está nesses ecossistemas. Alguns poucos e suados exemplos de sucessos dão a ilusão de que esse é o melhor caminho.

A afirmação de que vivemos numa bolha, isolados do resto do mundo, nunca me pareceu tão real. Nossa miopia para enxergar o mercado internacional é tão grande que simplesmente deixamos de perceber o mundo à nossa volta e nos pegamos em generalizações sobre regiões como Ásia, África e Oriente Médio.

Para se ter uma ideia, na recém-divulgada lista das 10 cidades mais dinâmicas do mundo, metade está na Ásia, uma na África, uma na Europa e apenas 3 nos Estados Unidos. O Vale do Silício (mesmo não sendo exatamente uma cidade) figura como terceiro colocado na lista

A primeira colocada é Bangalore, conhecida como o Vale do Silício indiano, um dos maiores hubs de tecnlogia do país e também o segundo ecossistema de startups com o  crescimento mais rápido no mundo.

Ho Chi Minh no Vietnã é o segundo lugar, Xangai na China aparece em quarto e Hyderabad na Índia em quinto, isso para citar as primeiras. No geral, das 30 cidades, metade delas está do outro lado do mundo e não no eixo América do Norte-Europa, como alguns poderiam pensar.

Se formos analisar as oportunidades pelo prisma da riqueza, o Oriente também encabeça a lista, pois o país mais rico do mundo é o Catar, seguido de Brunei, Kuwait, Emirados Árabes e Hong Kong, que figuram entre os top 10 no ranking.

Mas não é só por isso que você deve abandonar seus planos de tirar foto na sede do Google, em Mountain View, na Califórnia, e lançar sua startup na Índia ou em Hong Kong, o mais importante disso tudo é estar atento ao novo desenho da economia mundial.

A China, por exemplo, oferece um imenso campo de oportunidades, devido a enormes problemas que precisam ser solucionados, além de contar com uma população ávida por consumo e altamente integrada ao mundo digital.

Só para lembrar, recentemente, uma startup brasileira, a 99, recebeu 320 milhões de reais da chinesa Didi Chunxing. Claro que esse ainda é um movimento de lá pra cá, mas já aponta no horizonte para onde devemos focar em busca de inovação. Arrisco dizer que em breve será o Oriente que ditará tendências da economia mundial, pelo menos em relação à inovação tecnológica.

Leo Uchoa
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